sexta-feira, 8 de junho de 2012

O valor da democracia (leitura obrigatória)




Todos falam em democracia, mas será que todos aqueles que “profanam” esta realidade conseguem praticá-la?

Lembro bem das histórias contadas pelos sábios idosos. Elas são regadas de sonhos, conceitos e esperanças, mas, será que a democracia é exercida? Por que muitos sonham em caminhar na contramão da história e bravam por menos representatividade para o povo? O que “eles na verdade temem?

Getúlio Vargas fica 15 anos à frente do Executivo, sem eleição. A ordem constitucional tardiamente instaurada com a Assembleia de 34 dura apenas 3 anos. Segue-se em 37-45 a ditadura do Estado Novo, com Parlamento fechado, partidos banidos, uma Constituição outorgada e ainda assim desobedecida, censura, cárceres cheios, tortura.

A democratização de 45 sofre o impulso externo da derrota do nazismo. Internamente não enfrenta maior resistência, até porque o antigo ditador adere a ela, decreta a anistia, convoca eleições gerais, legaliza os partidos. 

A seguir, o golpe de 29/10/45 e o empenho conservador do gen. Dutra impõem-lhe limites. O regime instituído pela Constituinte de 46 é uma democracia formal. As elites governantes da ditadura estadonovista reciclam-se, aglutinam-se e conservam sua hegemonia. O gov. Dutra é autoritário: intervém em sindicatos, devolve o PC à ilegalidade, atira a policia contra manifestações.

O golpe de 64 trunca a fase democrática ao derrubar pela força o pres. Goulart. Pela 1a vez no Brasil, as Forças Armadas não se limitam a uma intervenção pontual; assumem o poder político enquanto instituição, dando início a 2 décadas de ditadura.

A ditadura militar de 64-85 é a mais longa e tenebrosa fase de privação das liberdades e direitos em um século de República. 

Caracteriza-se pelo monopólio do Executivo pelos generais, o arbítrio, a sujeição do Legislativo e do Judiciário, as cassações, a censura, a repressão militar-policial, a prisão, tortura, assassinato e "desaparecimento" de opositores. Sua 1a fase, até 68, conserva resquícios de ordem constitucional e impõe certos limites à ação repressiva; a 2a, de 68-78, à sombra do Al-5, leva ao extremo o arbítrio e a repressão; a 3a, crepuscular, é de paulatino recuo, sob os golpes de uma oposição que passa da resistência à contra-ofensiva.

Muitos não se lembram ou não querem lembrar das mães que até hoje lamentam as mortes de seus filhos queridos. Muitos dos que vejo hoje não sabem a importância da democracia e o quanto lutamos por ela. É preciso, antes de tudo, antes mesmo de lançar falsas informações nas redes sociais, compreender que o que temos é o resultado de muito sangue derramado em nome da democracia.


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