terça-feira, 5 de junho de 2012

05 DE MAIO: Dia de Rondon



"Morrer, se preciso for. Matar, nunca" era o lema do marechal Cândido Mariano da Silva Rondon.
Ele nasceu a 5 de maio de 1865, em Mimoso, Mato Grosso, e ficou órfão aos dois anos de idade.

... Foi educado pelo avô e por um tio, que lhe outorgou o sobrenome "Rondon".

Mostrou interesse pelo carreira militar e, aos 16 anos, ingressou na Escola Militar da Praia Vermelha.

Desde então, dedicou sua vida a duas causas: a ligação dos mais distantes pontos da fronteira e do sertão aos centros urbanos do país e a integração do indígena à civilização.

Rondon era descendente de bandeirantes paulistas e corria em suas veias o sangue indígena.

Por isso, empenhou-se em associar o trabalho de desenvolvimento das comunicações à tarefa de proteger os povos indígenas nos estados de Goiás, Mato Grosso e Acre.

Graças a seus méritos, conseguiu pacificar várias tribos indígenas com suas mensagens de paz e prosperidade.

Fundou o Serviço de Proteção aos Índios (SPI) em 1910, conhecido hoje como Fundação Nacional do Índio (Funai). Em 1952, sugeriu a criação do Parque Nacional do Xingu, projeto consumado em 1961.

Ao completar 90 anos, Rondon recebeu o título de marechal. Faleceu em 19 de janeiro de 1958, no Rio de Janeiro.

O pioneirismo de Rondon nas atividades de comunicações o credenciou para Patrono da Arma de Comunicações, por meio do decreto no 51.960, de 26/4/1963.

Sua dedicação e sua tenacidade junto às populações indígenas sensibilizaram a sociedade brasileira, por ocasião de seu falecimento, e suscitaram adeptos desejosos de manter o seu legado e fazê-lo frutificar.

Em 1967, com o objetivo de levar estudantes universitários à região Norte, para propiciar o intercâmbio de culturas e prestar serviços voluntários aos índios e à população local, foi criado no Rio de Janeiro o Projeto Rondon, que se manteve atuante até 1989, quando foi extinto.

A Associação Nacional dos Rondonistas, que se transformou em organização não-governamental (ONG), mantém as mesmas atividades do projeto Rondon, mediante parcerias com universidades em, pelo menos, vinte estados (incluído o Distrito Federal), por meio do Projeto Comunidade Solidária, criado em 1994, com o objetivo de resgatar a participação dos estudantes universitários não só na vida da nação brasileira, como também na proteção aos povos indígenas.

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