Por A Voz da Serra,
12/11/2013
Quatro diretores da
Associação de Moradores e Amigos do Bairro Olaria (Amabol),
liderados pelo presidente Ricardo Alves, visitaram as instalações
da pedreira do bairro no dia 31 de outubro passado. O vereador
Ricardo Figueira participou da visita, tanto por ser o presidente da
Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Nova Friburgo
quanto por ser morador e participante da Amabol. Alves e Figueira
consideraram a visita como produtiva.
VANTAGENS E
DESVANTAGENS - Os diretores da pedreira afirmaram aos visitantes
que todas as exigências dos órgãos fiscalizadores estão sendo
cumpridas. Mesmo assim, há interesse na transferência das
atividades de exploração mineral para Córrego Dantas. Por
enquanto, a direção aguarda autorização nesse sentido do
Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), do governo
federal, onde o processo tramita há anos. Ricardo Alves ouviu dos
diretores da pedreira que esperam essa autorização antes de 2015.
A comissão de
moradores ouviu ainda dos diretores da pedreira que, além das
licenças para exploração mineral, o serviço consta do plano
diretor participativo, que designa aquele ponto como área de
exploração mineral. Ainda conforme declarações do presidente da
Amabol, uma das maiores preocupações da comunidade olariense é o
grande movimento de terra que a empresa faz diariamente, com máquinas
e caminhões. Porém os diretores argumentaram que não há riscos de
desmoronamento, pois foram feitas captações e drenos de água, a
fim de que ela não escorresse sobre a terra movimentada.
Outro ponto debatido
durante o encontro foram as explosões de pedra, as chamadas
detonações. A direção da empresa ponderou que tem procurado
avisar que ocorrem sempre no horário entre 11h e 11h30, às
segundas, quartas e sextas-feiras.
No entanto, Ricardo
Alves destacou os pontos positivos da localização da pedreira em
Olaria, como salientado por seus diretores: a outra mais próxima
fica situada em Bom Jardim; se não fosse a pedreira de Olaria, não
haveria como suprir a demanda friburguense para construção civil e
outros fins; e, além disso, a empresa afirmou que investe na cidade
e apoia iniciativas sociais e culturais, sem contar os impostos, que
revertem parte para o município, principalmente o ICMS.
Diante do exposto,
Alves comentou que a Amabol vai procurar captar parte desses recursos
em benefício da comunidade de Olaria, por ser o bairro onde a
pedreira se situa. O presidente da Amabol ficou satisfeito com o
canal aberto resultante dessa primeira reunião, visando
entendimentos futuros, como um levantamento de todo o bairro, com
apoio da empresa, abordando vários setores, como meio ambiente,
economia, religião, esportes, entre outros.
ACOMPANHAMENTO DAS
ATIVIDADES - O vereador Ricardo Figueira fez questão de acentuar
que convidou os outros dois vereadores componentes da Comissão de
Meio Ambiente da Câmara Municipal, Francisco de Barros e Joel (do
Pote) Martins, que não puderam participar da visita. O edil também
frisou as explicações recebidas dos diretores da pedreira sobre as
licenças, o cumprimento das exigências e todo o serviço ali
desenvolvido em conformidade com a legislação, principalmente do
Inea — órgão estadual que designa um geólogo para acompanhar a
exploração das lavras de pedra —, além das explosões em dias e
horários certos.
Figueira lamenta ter
saído antes do demais visitantes, porém aguarda a possibilidade de
nova visita à pedreira, desta feita com a presença dos outros dois
vereadores da Comissão de Meio Ambiente. Ele gostou da
disponibilidade da direção da empresa em aceitar o acompanhamento
do serviço por uma comissão da Amabol, sob a ótica do meio
ambiente.
O vereador fez questão
de frisar que os diretores da pedreira foram solícitos, marcaram de
imediato esta primeira visita e mostraram todos os detalhes do
trabalho. Ele pensa, inclusive, em propor a nova visita antes mesmo
da temporada das fortes chuvas, que já se aproxima.